A região do Ribatejo, situada a 30 minutos de Lisboa, é caracterizada pelas suas terras planas, pela diversidade de solos e pelo clima, muito influenciados pelo Rio Tejo.
As vinhas dos associados da Adega estão implantadas, na sua grande maioria, nas zonas do Campo, em solos que são muitas vezes alagados pelo Rio Tejo nos invernos mais rigorosos, e na zona da Charneca, constituída por solos de origem calcária e argilosa.
A paisagem vitivinícola ribatejana é caracterizada por vastas áreas de vinha intensamente mecanizada. A produção de vinhos no Ribatejo é anterior à fundação de Portugal.
Até há alguns anos, grande parte das vinhas ribatejanas estava plantada nos aluviões do rio Tejo, terras de grande fertilidade. Aqui as vinhas atingiam grandes produções e a qualidade raramente era o principal objectivo. Hoje em dia o panorama do Ribatejo é totalmente diferente devido à reestruturação das vinhas, transferindo-as para outros tipos de solo onde a qualidade se tornou o objectivo a atingir.
As castas tradicionais do Ribatejo são a Periquita (ou Castelão francês), Trincadeira Preta e Castelão Nacional (Camarate). Outras castas de alguma importância são a Baga, Tinta Miúda e Cabernet Sauvignon. Nas castas brancas, a predominante é a Fernão Pires, acompanhada pela Tricadeira das Pratas, Arinto, Rabo de Ovelha.
O Ribatejo, embora seja uma das regiões que mais contribui para a produção nacional, só em 1998 foi reconhecido como Denominação de Origem Controlada.