Adega Cooperativa de Almeirim

Vinho e Saúde

AREV – Assembleia das Regiões Europeias Vitícolas
www.arev.org

Artigo: Vinho e úlcera do estômago (30/05/2003)

Um estudo realizado pela Universidade de Belfast, numa amostra de 10.500 pessoas, demonstra que os consumidores de 3 a 6 copos por semana têm um risco de úlcera de estômago reduzido em 17% , graças ao estímulo da produção de suco grástico e à destruição da bactéria responsável pelas úlceras.

Artigo: Álcool e acidente vascular cerebral (04/02/2003)

Segundo um estudo de Klatsky (Director da divisão de Cardiologia do Grupo Permanente Medical Group, Inc. em Oakland, California e associado da Divisão de Pesquisa), incidindo sobre 129.000 pessoas, seguidas durante seis anos, o risco de acidente vascular cerebral é diminuído de 30% para os consumos equivalentes a um copo por dia e de 20% para os consumidores de um a dois copos por dia. É pelo contrário aumentado de 90% para consumos superiores a seis copos por dia.

IEVSRV – Instituto Europeu de Vinho e Saúde das Regiões Vitícolas
www.institut-vin-sante.com

Artigo: Análise crítica sobre os efeitos positivos e negativos do vinho – Prof. JP Daurés

Após análise crítica dos resultados da literatura científica publicados até 2000, o Instituto Europeu de Vinho e Saúde das Regiões Vitícolas – IEVSRV – indica as principais tendências: - Um consumo moderado de vinho, de um a dois copos por dia, diminui o risco de doenças coronárias e de morte por causas cardiovasculares, comparativamente aos abstinentes. Para além disso, este nível de consumo faz com que os riscos de cancro diminuam. - Os vários estudos permitem afirmar que no vinho o álcool não é o único “componente” que actua.

A sua especificidade deve-se aos componentes próprios do vinho: certos polifenóis têm efeitos maiores nos vasos sanguíneos (arteriosclerose), na hemostasia (coagulação), no estatuto antioxidante do organismo, reconhecidos como factores determinantes na diminuição dos riscos de diversas patologias.

Organização Mundial de Saúde
www.who.int

Artigo: Free radicals and antioxidants in health and disease

Actualmente já é uma evidência que comida que contenha antioxidantes pode ser de grande importância na prevenção de doenças. Aparentemente, o vinho tinto é preventivo contra doenças de coração e isto deve-se não ao seu teor alcóolico, mas ao seu teor em antioxidantes.

Fundação para a Investigação do Vinho e Nutrição
www.FIVIN.com

Artigo: A Fundação aposta nas propriedades saudáveis dos produtos próprios da Dieta Mediterrânea, especialmente do vinho.

No passado dia 30 de Junho celebrou-se em Madrid uma Jornada para a difusão da Dieta Mediterrânea. Esta Jornada serviu para a apresentação de informação sobre a Dieta Mediterrânea e contou com a presença de 14 especialistas em nutrição, médicos, e membros do sector agroalimentar. Para a FIVIN este tipo de dieta, assim como os produtos que a integram, têm uma série de propriedades benéficas para a saúde e em que as frutas, as verduras, os cereais, o peixe e especialmente o vinho, o azeite e o pão, são componentes fundamentais.

A Fundação sublinhou sobretudo o valor do vinho como protagonista principal da Dieta Mediterrânea. Assim, e depois de se expor as actividades de FIVIN empreendidas desde já 10 anos para impulsionar a investigação sobre este alimento e a sua relação com a saúde e a nutrição, recordou-se que o consumo moderado de vinho diminui de forma significativa a mortalidade global e as doenças cardiovasculares, com um risco de 40% a 50% menor de sofrer uma cardiopatia.

Segundo a Associação Americana de Cardiologia, mais de 400 estudos médicos demonstraram a capacidade de prevenção do vinho face a outro tipo de patologias como o cancro, alzheimer, os diabetes no adulto e a depressão

Artigo: Beber dois copos de vinho por dia e não fumar reduz o risco de doença arterial.

Estudos científicos holandeses da Universidade de Erasmus de Roterdão comprovaram que o consumo diário de quantidades moderadas de vinho, aproximadamente 200ml, diminui o risco de formação de placas nas artérias que ministram o sangue às extremidades inferiores. O estudo, levado a cabo em 3.975 pacientes sem doença cardiovascular sintomática, também assinalou que este benefício era maior nos não fumadores.

North Carolina Department of Agriculture and Consumer Services
www.ncwine.org

Artigo: Vinho: Um ingrediente para uma vida saudável.

Segundo o Dr. Curtis Ellison, Director da Medicina preventiva na Universidade de Boston (estudo: “Consumo moderado de vinho e saúde: uma perspectiva científica”), o consumo moderado de vinho, como um ou dois copos por dia, pode realmente ser benéfico para a saúde. Historicamente, o vinho tem sido recomendado por médicos para o tratamento de deficiências em ferro, para ajudar os vegetarianos a aumentar a absorção de minerais, e ajudar a reduzir a incidência de problemas de insónias. O consumo tradicional do vinho com as refeições oferece muitos benefícios sobretudo para o sistema digestivo, estimulando a absorção de nutrientes e ajudando a reduzir o risco de doenças coronárias, reduzindo o colesterol.

Divulgação dos Vinhos da Região Norte
www.e-mercatura.net

Artigo: O Vinho e a Saúde – Jean Pierre Rosier (Eng. Agr. Dr. em Enologia)

Com base em trabalhos científicos avalizados pela O.M.S. (Organização Mundial da Saúde) o bom vinho é citado em medicina preventiva através das suas inúmeras e evidentes propriedades quando consumido com moderação. Entre as principais ações benéficas podem ser citadas as seguintes:

Combate às enfermidades cardiovasculares: As procianidinas, produtos naturais da polpa da uva, e que permanecem no vinho, aumentam a resistência das fibras colágenas exercendo um efeito protector sobre as paredes dos vasos sanguíneos. O resveratrol, que provém da uva, dissipa as plaquetas que provocam coágulos e entopem as artérias. A atividade antioxidante dos flavonóides (taninos) inibe a formação de radicais livres, logo reduz a oxidação lipídica, diminuindo com isso as placas sintomáticas da asteriosclerose. O álcool em doses moderadas, além de atuar sobre o metabolismo lipídico aumentando as lipoproteínas de alta densidade (HDL ou bom colesterol) captando o colesterol livre das células periféricas, possui um efeito vaso dilatador que inibe agregação plaquetária responsável pela obstrução dos vasos sanguíneos.

Acção bactericida e provável antiviral: Os taninos, provenientes da casca da uva, que são concentrados através dos polifenóis do vinho, impedem a destruição dos linfócitos preservando o sistema imunológico.

Facilidade de digestão: Favorável às funções digestivas, aumentando o apetite graças a maior disponibilidade de triptofano.

Retardador do envelhecimento celular e orgânico: Os radicais livres das procianidinas do vinho contêm substâncias que retardam o envelhecimento celular e orgânico. O consumidor considerado como moderado, e que consegue obter os benefícios do vinho, é aquele que consome até 4,5 copos de vinho por dia, para os homens, e 2,3 taças para as mulheres. A variação das doses entre os sexos é devida à diferença de capacidade enzimática de metabolizar o álcool.

Artigo: Vinho tinto suspende efeito nocivo do tabaco (01/09/2003 – Diário de Notícias)

O vinho tinto tem componentes capazes de suspenderem o efeito nocivo do tabaco e reverter a disfunção arterial que o fumo provoca, divulgou ontem, em Viena, um investigador grego.

Christos Papamichael, do departamento de terapia clínica do hospital universitário de Alexandria, em Atenas, usou o famoso vinho tinto grego, rico em poderosos antioxidantes para realizar o estudo. A função arterial de 16 adultos saudáveis foi observada em três ocasiões: depois de fumarem um cigarro, depois de beberem dois copos de vinho e fumarem um cigarro e depois de beberem dois copos de vinho sem álcool e fumarem um cigarro.

Os resultados demonstraram que o consumo simultâneo do cigarro e do vinho, com ou sem álcool, inibe a disfunção arterial. Uma vez que o efeito é igual com ou sem álcool, o investigador concluiu que não é este componente que conduz à reversão da disfunção arterial causada pelo tabaco. Contudo, Christos Papamichael alerta para o facto de o vinho tinto não atenuar os efeitos do fumo crónico.

Até porque não é viável um fumador beber dois copos de vinho sempre que fumar um cigarro. Este estudo só mostra os benefícios que os componentes do vinho tinto podem ter. O resultado da investigação foi divulgado no 25.º congresso anual da Sociedade Europeia de Cardiologia.

Fundação Portuguesa de Cardiologia
www.fpcardiologia.pt

Artigo: Vida Saudável é um desejo de todos nós (Dra. Alva Seixas Martins Dra. Helena Fernandes Cid)

Têm sido ultimamente feitas muitas referências ao vinho como protector de doenças cardiovasculares. Com efeito, o vinho em geral, mas principalmente o tinto, contém substâncias antioxidantes. Convém salientar, elas provêm das cascas, das grainhas e da pele das uvas, com que o vinho é produzido, e não do álcool contido no vinho. Recomenda-se não ultrapassar 3 dl de vinho por dia, repartidos entre as duas refeições principais. Não esqueça, que ao exceder esta quantidade, os potenciais efeitos positivos do vinho diminuem drasticamente enquanto as acções negativas são exponenciais.

Diário de Notícias
www.dn.pt

Artigo: Cerveja, vinho e chá reduzem cancro da mama (22 Junho 2004)

Alguns compostos existentes na cerveja, vinho e chá podem reduzir o crescimento do cancro na mama, segundo revela um estudo da Universidade do Porto que ontem recebeu o Prémio de Excelência do Instituto de Bebidas e Saúde. Contudo, o estudo alerta para o facto de que tal não significa a defesa de um aumento do consumo de álcool pelas mulheres para prevenir o cancro.

Instituto de Bebidas e Saúde
www.ibesa.pt

Artigo: Sobre o vinho e seus antioxidantes (31/07/2002)

O vinho tinto é rico em antioxidantes, que se podem encontrar essencialmente na pele das uvas tintas e nas suas grainhas. Regra geral, os vinhos tintos resultam de uma fermentação de uvas tintas cujas peles e graínhas são deixadas permanecer em contacto com o mosto durante a operação.

Não admira, portanto, que o vinho resulte com cor, mais ou menos carregada, e rico em substâncias antioxidantes. Os antioxidantes do vinho podem ajudar a combater os “radicais livres”, presentes no sangue, parte activa no desenvolvimento de doenças cardiovasculares e inflamações e estragos vários nos tecidos. Um enquadramento adequado para se apreciar um vinho, será através do recurso a uma dieta dita “mediterrânica”, rica em fruta e vegetais, pobre em carnes vermelhas, rica em pão “escuro” e massas, que emprega o azeite virgem como gordura na cozinha e que “rega” a refeição com vinho tinto, consumido com moderação.

Eis algo que se pode e deve fazer, idealmente enquadrado num ambiente de descontracção e completado com uns bons vinte a trinta minutos de exercício diário.

REVISTA BEBERES (DIÁRIO DE NOTÍCIAS)

Artigo: Saber beber para tirar benefício” (Março 2004) por Prof. Dr. Daniel Serrão (Presidente do Conselho científico Cultural da Lasvin – Liga dos Amigos da Saúde, Vinho e Nutrição)

A relação do vinho com a saúde é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social”. (...) Os trabalhos científicos internacionais mostram como o uso moderado de vinho às refeições, ao longo da vida, tem um efeito cumulativo de protecção das artérias contra o efeito deletério exercido por outros agentes nutritivos, como certas gorduras animais, bem como da agressão à parede arterial resultante da hipertensão diastólica.(...)

Sabemos, para uma certa Região, Departamento ou País, quais são as causas de morte, tal como figuram nas certidões de óbito registadas nos Institutos de Estatística. Estudos (...) foram feitos procurando relacionar os hábitos alimentares e o uso moderado do vinho às refeições com a morte por enfarto do miocárdio. Acompanhando uma população de milhares de pessoas, cuja alimentação e uso ou não uso de vinho às refeições em quantidades moderadas – até 375 ml por refeição para o homem com o peso de cerca de 90 quilos e de metade para a mulher com cerca de 60 quilos de peso – era conhecido, concluiu-se que o risco de morrer de enfarto de miocárdio é significativamente menor nos que usam vinho às refeições, em comparação com os que não o usam.

Este efeito benéfico, estatisticamente comprovado, sem margem para dúvidas, seja qual for a composição da dieta, é reforçado quando o uso moderado de vinho às refeições é acompanhado do que se tem chamado a dieta mediterrânica: azeite, legumes frescos, fruta e peixe, mais a sopa tradicional de vegetais e o pão integral ou broa. Recomendar o uso moderado de vinho às refeições é promover a saúde.