Operação cultural que consiste em juntar terra em redor das cepas, que assim ficam "calçadas" e que as protege dos grandes frios. A meio das filas fica um rego destinado ao escoamento do excesso de água. Este amanho (tarefa) efectua-se depois das vindimas (no início do Outono) e antes da queda das primeiras geadas, quando o solo se encontra enxuto.
A poda consiste na supressão total ou parcial de certos órgãos da videira: ramos, sarmentos, gomos e eventualmente folhas ou cachos. A poda tem como objectivos principais:
Neste caso apenas nos referimos à poda em seco, ou poda de Inverno que se realiza durante o repouso vegetativo. Na altura de podar, o podador deixará em cada ano um determinado número de gomos (ou olhos, gemas ou botões), tendo em conta o ciclo vegetativo seguinte. Assim, o que interessa é que no ano seguinte exista um número de varas (ramos) com folhagem suficiente para produzir o alimento que permita aos cachos ter um óptimo crescimento e amadurecimento.
De facto, a poda procura sempre o equilíbrio! Assim, se uma videira vigorosa for insuficientemente podada, no ciclo vegetativo seguinte, desenvolver-se-ão rebentos a partir de gomos que estão no tronco, a que se chama "ladrões" que vão "roubar" a força à videira. Pois é, esta videira poderia ter suportado maior número de cachos com base no número de gomos destinados à poda. Se pelo contrário, uma videira fraca (com pouco vigor) for podada em demasia, fará com que se esgotem rapidamente as suas reservas ao fazê-la suportar uma carga excessiva de cachos. Por último, falta acrescentar que a poda se deve realizar durante o período de repouso da videira: período este que vai desde a queda das folhas até ao rebentamento.
Será de sublinhar que cada vez mais existe uma escassez de mão-de-obra possuidora de um "saber fazer" e, assim, a poda tende a ser substituída, sempre que possível, pelas máquinas de poda. Mas o podador deverá ter sempre um papel activo, porque a poda requer sabedoria e experiência.
Também denominada arrasamento. Realiza-se no final do Inverno, lançando a terra para o meio da entre-linha. As cepas encontram-se, assim, libertas, permanecendo, no entanto, uma faixa de terra ao longo da fila (o chamado camalhão).
Ou atadura. Consiste simplesmente na fixação da cepa e dos seus compridos braços, durante o Inverno, às estacas ou armação de suporte. Para concretizar esta operação podem utilizar-se vários materiais: ráfia, vime, palha de centeio, arame fino e argolas fixadas no arame da armação. Deve ter-se sempre o cuidado de nunca provocar o estrangulamento sobre uma parte da cepa destinada a subsistir.
Nem sempre as videiras se desenvolvem saudavelmente. Algumas chegam mesmo a sucumbir. Assim, ao longo das carreiras de videiras ficam falhas (espaços vazios sem videiras) que têm de ser preenchidas. A estas replantações também se aplica o nome de retanchas, e, ou se plantam pés de videiras americanas que se enxertarão no(s) ano(s) seguinte(s) ou enxertos-prontos. Caso se opte pela plantação de enxertos-prontos não deve ser esquecido que estes precisam de ser regados com frequência no ano da sua plantação. E, como se trata de um enxerto, deverá proceder-se ao seu tratamento fitossanitário, contra o míldio e o oídio.
Para falarmos de enxertia temos que considerar:
À união entre estas duas fracções de videira, atribui-se o termo enxertia. A enxertia das videiras é indispensável para a cultura de Vitis vinifera (videiras europeias) devido à presença da filoxera na maior parte dos solos, que destrói estas videiras. Assim, a utilização de porta-enxertos de videiras americanas, resistentes à filoxera, torna-se inevitável.